Pix é o primeiro passo da aceleração tecnológica, diz Campos Neto

Pix é o primeiro passo da aceleração tecnológica, diz Campos Neto
O Pix é só o início de um processo de transformação tecnológica que vai mudar a forma de lidar com o dinheiro no Brasil. E quem vai se dar melhor nesse processo é quem oferecer a melhor experiência para o cliente. A avaliação é do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que, no entanto, não vê uma redução nos negócios dos grandes bancos.

"A aceleração tecnológica veio para ficar e vai mudar a forma de fazer intermediação financeira no país. O Pix foi nossa primeira grande reação", disse Roberto Campos Neto, em evento virtual realizado pelo Itaú BBA nesta quarta-feira (18/11)

O presidente do BC lembrou que a digitalização dos meios de pagamento só acelerou na pandemia de covid-19. E avisou que a recuperação dessa crise deve ser tecnológica e inclusiva, sobretudo nos mercados emergentes, como o Brasil, o que, segundo ele, é positivo. "O maior instrumento de democratização e inclusão que temos hoje é a tecnologia. A digitalização é o que baixa os custos e faz ter retornos mais altos", explicou.

Por isso, enfatizou que o "Pix é o primeiro grande passo" de um projeto mais amplo de tecnologia. E lembrou que o BC já tem uma agenda evolutiva para o Pix e também trabalha em outros projetos de modernização do sistema financeiro, como o open banking e a moeda digital. Tanto que, para Campos Neto, "o tema do papel moeda e a forma de transferir dinheiro vão ser cada vez mais questionados do ponto de vista de eficiência". 

Competição
Roberto Campos Neto disse, contudo, ser preciso mudar a forma de pensamento de algumas empresas em relação a esse processo. Afinal, revoluções tecnológicas como o Pix também favorecem a criação de novos modelos de negócio, sobretudo os que oferecem serviços fáceis e baratos de transferência e pagamento. Logo, trazem mais competição ao sistema financeiro.

O Pix, por exemplo, foi construído em um sistema aberto. Por isso, mais de 700 instituições financeiras já estão aptas a fazer pagamentos instantâneos no Brasil. E boa parte disse corresponde a fintechs e cooperativas de crédito que veem no Pix uma chance de brigar em pé de igualdade com os grandes bancos.

O presidente do BC acredita, contudo, que esse processo não vai reduzir os negócios dos grandes bancos. A expectativa dele é que, ao estimular a criação de serviços mais baratos, o Pix traga mais pessoas para o mundo financeiro e, por isso, aumente o "tamanho da torta". Ele acredita, por exemplo, que este pode ser um meio de atender e fomentar os pequenos negócios que movimentam tíquetes baixos.

"Não achamos que é um movimento que vai atrapalhar os grandes bancos. Ao contrário. Talvez, no mercado do futuro, os grandes bancos tenham uma fatia um pouco menor, mas de uma torta maior. Isso porque gera inclusão, gera novos modelos de negócio. É um movimento de expansão do sistema financeiro e inclusão", avaliou.

Adaptação
Ele admitiu, contudo, que esse processo pode exigir adaptações e disse os bancos ainda podem, por exemplo, melhorar a experiência de fazer pagamento dos seus clientes. "Quem vai chegar na frente do Pix é quem desenvolver uma plataforma em que seja tão fácil fazer um Pix quanto fazer uma ligação. Tem melhorias que vão fazer com que a experiência do usuário melhore ainda mais. Então, existe uma corrida pelo número de chaves, mas a corrida mais importante é a da experiência do usuário", avisou.

Campos Neto lembrou também que, em outros países que já contam com sistemas de pagamentos instantâneos, como a Índia, foi grande o número de clientes que trocaram instituições tradicionais que não acompanharam o ritmo de tecnologia por bancos que ofereceram boas experiências de pagamento. O diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, disse ao Correio que quase 1 milhão de chaves Pix já foram alvo de portabilidade no Brasil.  

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