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Benefícios sociais podem ser pagos de forma digital no pós-pandemia

24/06/2020

 

Depois de ter conseguido pagar o auxílio emergencial de quase 40 milhões de brasileiros de forma digital, o governo federal já estuda estender esse mecanismo virtual de pagamentos para outros programas sociais. A possibilidade está em análise nos Ministérios da Economia e da Cidadania, sob a coordenação do presidente Jair Bolsonaro, segundo informou o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães.

 

O presidente da Caixa falou sobre o assunto nesta terça-feira (23/06), na abertura do Ciab Febraban, o congresso de tecnologia da informação do setor financeiro que é promovido anualmente pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e que, neste ano, ocorreu de forma virtual para debater o papel dos bancos e da tecnologia bancária no enfrentamento da crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

 

Guimarães aproveitou a ocasião para lembrar que a Caixa abriu milhões de contas sociais digitais para poder poder pagar o auxílio emergencial de todos os trabalhadores informais que ficaram sem renda na pandemia do novo coronavírus, inclusive daqueles trabalhadores que não tinham conta bancária antes dessa crise. E destacou que essa estratégia permitiu que o banco pagasse a segunda parcela dos R$ 600 sem as filas e aglomerações que foram vistas logo no início do programa. Por isso, indicou que essa estratégia pode continuar no pós-pandemia.

 

"Conseguimos nesse momento 121 milhões de contas digitais. E com essas 121 milhões de contas a gente conseguiu uma revolução. É uma determinação, uma discussão do ministro da Economia, Paulo Guedes, do ministro Onyx, coordenada pelo presidente Bolsonaro... A Caixa pode, por exemplo, realizar todas as políticas sociais via aplicativo", afirmou Guimarães.

 

Ele argumentou que a medida seria importante já que milhões de brasileiros de baixa renda não contam com uma agência bancária na cidade em que moram. E, por isso, precisam se deslocar para municípios vizinhos para receber benefícios como o Bolsa Família. 

 

"Apesar de termos 4,2 mil agências, normalmente no interior do Nordeste e do Norte, tem algumas cidades que catalisam algumas cidades menores que não têm agência da Caixa ou de banco nenhum. A pessoa para receber o Bolsa Família, que na média é de R$ 170, anda três horas, pega uma carona, passa o dia inteiro e às vezes gasta R$ 10, quase 10% do benefício, para isso. Algumas pessoas deixam acumular três benefícios. Então, quando você insere a tecnologia, você gera uma revolução", declarou.

 

 

Guimarães disse, então, que é possível "catapultar" os serviços sociais por meio da tecnologia. Porém, admitiu que não dá para substituir todo o pagamento dos benefícios sociais pelo meio digital, já que nem todos os brasileiros têm acesso à internet. Por isso, indicou que essa seria uma possibilidade a mais para as pessoas de baixa renda. 

 

"O uso da tecnologia aumentará a eficiência e reduzirá muito o custo. Mas precisamos ter ainda uma agência barco, porque, por melhor que seja a tecnologia, não tem nem sinal no interior da Ilha de Marajó. E, como temos 212 milhões de brasileiros, de 15 a 20 milhões de brasileiros infelizmente só conseguem ser atendidos se houver a presença física. Então, no caso da Caixa e dos bancos públicos, entendo que há a necessidade desta presença também", ponderou.

 

Crédito
 

A Caixa também pretende utilizar a tecnologia para expandir a oferta e a análise de crédito no pós-pandemia. Isso porque, nas últimas semanas, o banco percebeu que era possível ter mais de 200 mil pedidos de financiamento em andamento ao mesmo tempo mesmo com os bancários fazendo home office.

 

"No caso dos bancos públicos, os serviços sociais serão catapultados pela tecnologia. E as operações de crédito se tornarão mais eficientes, haverá mais competição. [...] Então, acho que vai ser uma revolução", disse Guimarães.

 

Ele destacou também que, além de oferecer mais comodidade e eficiência aos consumidores, essa digitalização ainda pode reduzir o custo do sistema financeiro. Afinal, pode promover uma mudança no uso do espaço público por parte dos bancos e na forma de trabalho dos seus funcionários, com uma maior adesão ao home office. 

 

Os presidentes dos outros grandes bancos brasileiros também ressaltaram a importância dos investimentos em tecnologia bancária na abertura do Ciab. Segundo eles, foi essa digitalização que viabilizou o atendimento de milhões de consumidores de forma remota em meio à pandemia de covid-19 e pode ampliar a inclusão e o crédito bancário após esse momento de crise. 

 

"Nós demos de graça uma conta corrente para 35 milhões de brasileiros que não tinham conta. Esses brasileiros, quando precisavam de crédito, iam a uma financeira e pagavam juros de mais de 20% ao mês. Agora, esses 35 milhões de brasileiros poderão ir aos bancos", endossou o presidente da Caixa.

 

Fonte: Correio Braziliense

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