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CMV: o que é e como calcular

08/03/2017

Infelizmente, o engano de lucrar menos do que imagina acomete muitos empreendedores. Principalmente os que não possuem um departamento de contabilidade ou têm pouca familiaridade com o tema.

 

Acontece que a maioria deles se empenha em alavancar os lucros, temendo comprometer a continuidade do negócio. Consequentemente, negligenciam a estimativa do CMV.

 

Com isso, acabam ganhando menos do que acreditam, normalmente considerando somente a demanda recebida como o montante real de proveitos da empresa. No entanto, não é bem assim que funciona.

 

É importante descontar os custos de fabricação ou de aquisição de um item para revenda, por exemplo, para mensurar sua lucratividade exata. E já que até na hora da venda há gastos importantes a serem estimados, entenda melhor sobre essa obrigação financeira essencial.

 

 
Estimativa valiosa

 

A boa notícia é que os gestores podem confiar em vários instrumentos contábeis valiosos para atestar se as contas são, de fato, positivas ou se estão perdendo dinheiro.

 

E o CMV possui o papel imprescindível de avaliar os gastos de produção, comum nas indústrias, por exemplo. Ou de armazenamento de uma peça terceirizada que será negociada com o cliente, como ocorre com os revendedores.

 

Portanto, tanto em uma loja de calçados com fabricação própria quanto em uma farmácia de medicamentos terceirizados, é necessário contabilizar o custo dos produtos assim que o comprador o adquire no estabelecimento.

 

Dessa forma, o valor da aquisição da peça deve entrar na soma da rentabilidade, mas não o lucro obtido. Ou seja, você deve abater no preço de comercialização o gasto que teve com a confecção ou obtenção da mercadoria para identificar sua receita bruta em cada transação comercial.

Saiba a importância deste cálculo para sua empresa

 

Outro ponto importante é que o CMV costuma ser melhor aproveitado em pequenas organizações nas quais não se observa uma grande variação das despesas, mas sim uma espécie de custo padrão.

 

Neste caso, a soma deve considerar o valor unitário da mercadoria ou o percentual de faturamento agregado pela mesma. Além disso, o custo de mercadorias vendidas também indica o valor acrescido mensalmente ou dentro do período que preferir.

 

Entretanto, é válido ressaltar que, como não se trata de um lucro líquido, após calcular o CMV – conforme você aprenderá adiante – ainda existirão outros abatimentos a serem aplicados.

 

Cabe salientar também que, como o objetivo de toda empresa é fornecer produtos e serviços para gerar renda, o CMV se torna essencial para entender a situação verídica da mesma, independente do segmento.

 

Basta definir qual será a frequência mais adequada à atuação ou porte da empresa ou se o CMV emitirá uma declaração periódica – ou até mesmo permanente. Ficou confuso? Acompanhe o esclarecimento destes detalhes:

 
Declaração dinâmica

 

O CMV pode assinalar cálculos diferenciados dependendo do regime adotado pela organização. Para elucidar essa informação, considere que existem duas alternativas de análise de período conhecidas como inventário periódico e inventário permanente.

 

No periódico, como o próprio nome sugere, seu negócio não obtém um controle de estoque, de fato, eficiente, já que o cálculo é descoberto esporadicamente ou em prazos mais espaçados, além de gerar mais trabalho para identificar os elementos da fórmula.

 

Já o inventário permanente permite um gerenciamento de estoque com maior assiduidade, impondo um controle constante das movimentações de entradas e saídas de produtos.

Neste caso, obviamente, haverá mais eficácia e o cálculo apontará orientações assertivas e propícias à otimização da tomada de decisões.

 

Como se trata de um índice de apuração de derivados, o Custo de Mercadorias Vendidas também é um grande aliado do Demonstrativo Mensal de Resultados, além de determinar o ponto de equilíbrio, que é quando despesas e receitas são equivalentes e produzem um saldo igual a zero. A partir disso é que será possível começar a gerar proveitos.

 
Economia satisfatória

 

Apesar da simplicidade do cálculo, ele é bastante útil para melhorar a sua gestão contábil, pois considerando os números corretos obtidos será possível se manter alerta quanto a gastos supérfluos ou exagero de investimento em determinada operação.

 

E, cá pra nós, estes fatores, por si só, já justificam a relevância do cálculo de mercadorias vendidas para impulsionar o sucesso do seu negócio por meio de alternativas econômicas, sobretudo em tempos de crise, não é mesmo?

 

Se você já está ansioso para aprender como englobar essa matemática brilhante no seu cotidiano corporativo, fique tranquilo que explicaremos em seguida.

 
Considerações importantes

 

Por ora, é válido lembrar que existem duas maneiras de contabilizar o CMV de forma mais prática. A primeira é recorrer à habilidade de um contador ou consultoria especializada em gestão de finanças.

E a segunda é contar com sistemas de gerenciamento (programas que emitem o cálculo de forma automática, promovendo maior segurança e minimizando possíveis erros humanos) que eliminam a elaboração manual.

 

Aprenda a calcular o Custo de Mercadorias Vendidas

 

Mas se você já está acostumado a lidar com as finanças corporativas, verá o quanto é simples realizar este cálculo. A base do cálculo é a seguinte: CMV é igual ao estoque inicial (EI) somado às compras (C) e menos o estoque final (EF).

 

Assim é possível achar o valor final que se encontra em seu estoque dentro do período considerado, normalmente de um ano. Mas também é possível utilizar essa fórmula cada vez que uma mercadoria for vendida. O importante é incluir na avaliação a realidade da empresa, bem como o volume de mercadorias adquiridas e estocadas.

 
Fórmula preciosa

 

Para facilitar seu entendimento, imagine que, no início do mês, uma empresa apresentava o valor de R$5 mil em seu estoque inicial (EI). Porém, no decorrer de 30 dias, ela adquiriu R$3 mil em produtos (compras: C). No final deste período, ela possui R$4 mil em seu estoque final (EF).

 

Logo, isso significa que o Custo de Mercadorias Vendidas é de R$4 mil, já que CMV = EI + C – EF.

Inclusive, esta mesma fórmula pode ser usada para determinar o custo de unidades de cada produto, bastando aplicar o mesmo cálculo para cada item.

 

Quer ir além? Imagine que, no início do mês, uma papelaria tem R$500 em lápis disponível em seu estoque (EI). Ao longo de 30 dias, ela comprou mais R$1 mil no mesmo item (C) e chegou ao último dia do mês apresentando R$550 em seu acervo (EF).

 

Ora, o custo total de mercadorias então será de R$950, já que CMV = R$500 + R$1.000 – R$550. Agora ficou claro, não é mesmo?

 

O interessante é que essa mesma papelaria pode contabilizar cada item revendido na loja para encontrar o custo de compras de cada um separadamente.

 
Método percentual

 

Mas ainda existe outro método para encontrar o CMV que é baseado no percentual de faturamento.

Aqui, o cálculo é um pouco diferente. Primeiro, é necessário encontrar o índice médio de custos sobre o valor total faturado (notas fiscais emitidas). Posteriormente, aplicar este resultado de maneira uniforme em todas as peças vendidas.

 

Para exemplificar, descubra seu custo fixo, divida-o pelo faturamento e multiplique por 100. Veja mais um exemplo: se você recebe R$10 mil em um mês e possui R$1.200 como custo aproximado, (1.200 / 10.000 x 100), encontrará um resultado de 12% de CMV percentual.

 

Descubra o que não entra na conta

 

Até agora você já aprendeu o que é e como funciona o CMV. Além disso, viu  sobre a importância desta somatória para descobrir a rentabilidade real apresentada pelos seus negócios.  Aprendeu também, através de exemplos práticos, como é fácil aplicar este cálculo, mesmo sem o auxílio de um profissional especializado.

 

Entretanto, como qualquer empreendimento possui centenas de gastos e despesas mensais, cuide para não confundi-las na hora de calcular o Custo de Mercadorias Vendidas.

Isso porque alguns elementos não devem constar nesse cálculo, cujo objetivo é encontrar o lucro bruto. É o caso:

  • dos impostos deduzidos sobre o faturamento, como o ICMS, por exemplo;

  • das saídas administrativas do tipo conta de telefone ou internet e aluguel de espaço;

  • das despesas operacionais ou de entrega, como o frete;

  • dos passivos financeiros do tipo empréstimos e seus respectivos juros;

  • e, por último, daqueles dispêndios relacionados às vendas como, por exemplo, as comissões.

Assim fica fácil estipular os proveitos de forma bruta, exata e ideal para delimitar se os números de faturamento asseguram a saúde financeira conforme o período avaliado, não é mesmo?

 

Com tais explicações relevantes, você acabou de absorver a importância de aplicar o cálculo do CMV nas finanças empresariais para driblar a clássica ilusão que acomete muitos gerentes, acreditando em um conteúdo equivocado ao mensurar o faturamento de seus empreendimentos.

 

Fonte: BLB Brasil

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